Open/Close Menu A Alacer Biomédica é uma empresa fabricante de equipamentos e acessórios para Manometria esofágica e anorretal, pHmetria, impedanciopHmetria, hidrogênio expirado e urodinâmica. Oferecemos suporte técnico e também treinamentos especializados para os clientes.

PAPEL DA EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA NA REALIZAÇÃO DE EXAMES E MELHOR VISUALIZAÇÃO DAS PATOLOGIAS

A abordagem inicial do paciente é fundamental para a obtenção de dados relativos ao diagnóstico e, consequentemente, a adoção das medidas terapêuticas adequadas para cada caso em particular. O primeiro instrumento médico para busca do objetivo é o método clínico, o qual é executado por meio da chamada observação clínica (anamnese e exame físico) e fornecerá as bases para a aplicação do raciocínio clínico que conduzirá a um diagnóstico principal (o de mais alta probabilidade) ou a um elenco de possíveis diagnósticos. Na presença de sintomas, com ou sem sinais de doença sistêmica, pode-se proceder à avaliação com os exames complementares.
A abordagem complementar do paciente deve ser baseada em hipóteses diagnósticas que devem fundamentar a solicitação dos exames. Atualmente, há uma gama enorme de procedimentos que podem ser solicitados a fim de se determinar a presença ou ausência de determinada patologia.

Em caso de um procedimento invasivo, é importante que o paciente se sinta confortável durante a realização dos exames. Para tal, a tecnologia vem se mostrando de grande importância neste aspecto. Abordando-se o esôfago como exemplo, com o advento da manometria, obtiveram-se as primeiras medidas de pressão no interior do tubo digestivo há mais de um século, quando se utilizavam balões de borracha preenchidos com ar, montados na extremidade de sondas e conectados a um quimógrafo para o registro das pressões, datando de 1883 o primeiro registro manométrico do esôfago.

A partir da década de 1990, foi desenvolvida a manometria esofágica de alta resolução (MAR). Seu emprego na prática clínica foi possível após o aprimoramento da sonda de exame, com aumento progressivo do número de sensores e uso de transdutores em estado sólido, atingindo atualmente 36 transdutores circunferenciais espaçados a cada 1 cm. Tal fato, aliado ao desenvolvimento de programas computadorizados, possibilitou a execução de um mapa por intermédio de contornos isobáricos codificados por cor, além de mostrar traçado convencional em tempo. Essa tecnologia permite a aquisição simultânea de dados da faringe ao estômago, registrando todas as contrações que impulsionam sólidos e líquidos através do esôfago, permitindo analisar, instantaneamente, as deglutições e as principais afecções que alteram a motilidade esofágica. Além disso, o tempo de realização do exame tem se tornado cada vez menor, promovendo menor desconforto ao paciente.

Outro importante exame para avaliação do esôfago, principalmente com relação a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é a pHmetria esofágica. A constatação de refluxo gastroesofágico (RGE) ácido, mediante o registro de pH por cateter intraesofágico, foi realizada pela primeira vez em 1964, por Miller.
Com o advento da monitoração por 24 horas foi possível caracterizar RGE, definindo o que se chama de RGE fisiológico. Os avanços tecnológicos e a redução do tamanho dos equipamentos, aliados ao desenvolvimento da informática na década de 1980, permitiram que a monitoração, até então realizada em pacientes internados, pudesse ser ambulatorial. Além da quantificação do refluxo, o exame permite analisar a relação entre os episódios de sintomas e de refluxo.

Associando-se a impedanciometria com a pHmetria (impedâncio-pHmetria esofágica), pode-se avaliar se ocorre refluxo (movimento retrógrado do material refluído), caracterizar sua natureza física (líquido, gasoso ou misto) e química (ácido ou não ácido). A impedâncio-pHmetria esofágica tem sido apontada como a grande evolução na monitoração do refluxo gastroesofágico.
A tecnologia se encontra, cada vez mais, presente na rotina da medicina. Olhando para a história recente, são claros os avanços deste campo para ajudar no diagnóstico e controle das doenças, provendo maior qualidade de vida dos médicos e dos pacientes. As contribuições da tecnologia para a medicina impactam a realização de exames complexos, procedimentos cirúrgicos decisivos, recuperação do paciente e controle de doenças crônicas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• MICHELSOHN, Nelson H. M.; FALCÃO, Angela C. M.; NASI, Ary. PHmetria Esofágica Prolongada. In: ZATERKA, Schlioma; EISIG, Jaime Natan. Tratado de Gastroenterologia: Da Graduação à Pós-Graduação. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2016. Cap. 13. p. 159-168.
• LEMME, Eponina Maria de Oliveira; ALVARIZ, Angela Cerqueira. Manometria Esofágica. In: ZATERKA, Schlioma; EISIG, Jaime Natan (Ed.). Tratado de Gastroenterologia: Da Graduação à Pós-Graduação. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2016. Cap. 12. p. 147-157.

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